Por José Steinsleger, La Jornada Um. A Real Academia Sueca de Ciências e o Comitê Norueguês do Nobel estão se preparando para escolher o personagem que receberá o Prêmio Nobel da Paz em outubro (ahem!...). Uma ocasião em que, talvez, desta vez consigam evitar o método de “cúcara mácara, fantoche was”, que no ano passado consagrou um comediante que clamava pela intervenção militar de Washington na Venezuela. Saudade que o império lhe concedeu dois meses depois. Dois. O testamento de Alfred Nobel (1833-96, inventor da dinamite e dos prêmios que levam seu nome), indica claramente que o prêmio seria concedido à pessoa que realizou “o maior benefício para a humanidade”. No entanto, desde 1901, muitos dos 104 vencedores foram bestas de guerra e genocídio. Três. Com exceções. Entre os mais dignos, o sueco Dag Hammarskjold, os americanos Linus Pauling e Martin Luther King, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, o mexicano Alfonso García Robles, os sul-africanos Nelson Mand...