Por Kit Klarenberg Em 12 de Abril, um terramoto político na Hungria pôs fim a 16 anos de governo contínuo de Viktor Orbán. Este período foi marcado por um confronto cada vez mais violento e assolado por conflitos entre Budapeste e a Comissão Europeia, o órgão executivo da UE. Agora a saída de Orbán removeu um grande obstáculo à federalização e militarização da UE. As impressões digitais de Bruxelas podem ser encontradas em todo o lado na sua demissão, e a Comissão vê agora claramente uma oportunidade ideal para impor a sua vontade não só nos 27 Estados-Membros do bloco, mas também fora dele. Há uma miríade de críticas que poderiam ser feitas contra Orbán e seu longo mandato. Ele próprio descreveu orgulhosamente a sua ideologia governamental como um projecto nacionalista fundamentalmente iliberal. Sob sua liderança, Budapeste entrou em conflito com Bruxelas sobre questões de Estado de direito que afetam questões acadêmicas, judiciais e de liberdade de mídia, migração, direitos das m...