Thierry Meyssan Ao contrário daquilo que pensam, os Ocidentais não devem temer a preponderância militar da Rússia e da China, mas sim o uso do poderio militar para os obrigar a respeitar os seus prévios compromissos escritos. O Ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, presidindo ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 24 de Abril de 2023. A Rússia e a China dispõem de armamentos muito superiores aos dos Ocidentais. A primeira ganhou a guerra na Síria e apresta-se para vencer na Ucrânia. Apesar de todos os seus esforços, a OTAN, que por jiadistas interpostos fracassou já no Médio-Oriente, não consegue virar a realidade no campo de batalha. A maneira de pensar das antigas potências coloniais leva-as a imaginar que a Rússia e a China vão utilizar a sua superioridade militar para impor o seu estilo de vida ao resto do mundo. Ora, não é essa, de forma alguma, a intenção delas e não é isso o que elas fazem. Moscovo (Moscou-br) e Pequim não cessam de rec...