Entre o 11 e o 12 de agosto, cando se cumpren 51 anos do asasinato, pola policía franquista, de Xosé Ramón Reboiras Noia, desenvolveranse varios actos na súa lembranza.
O martes 11 de agosto, o Concello de Fene
procederá a inaugurar un monólito ás 13h, no paseo marítimo de San
Valentín, coa presenza de Suso Seixo, presidente da Fundación Moncho Reboiras;
Francisco Rodríguez, presidente da Fundación Terra e Tempo e Sandra Permui,
alcaldesa da devandita localidade.
Na mesma data, mais ás 19h, celebrarase
en Compostela unha homenaxe a "Moncho" Reboiras, ao pé do monumento
que se lle erixíu no mes de abril na Carreira do Conde, no que intervirán o
historiador e profesor universitario Uxío-Breogán Diéguez; a profesora xubilada
de ensino secundario Encarna Otero; o secretario xeral da CIG, Paulo
Carril; pechando o acto a concelleira de Cultura e Memoria Histórica
da capital galega, Míriam Louzao.
Así mesmo, o 12 de agosto, no propio
aniversario do asasinato do militante nacionalista Xosé Ramón Reboiras Noia,
realizarase unha oferenda floral ás 12h no cemiterio de Imo (Dodro), onde
descansan os restos do que fora dirixente da UPG e principal organizador
do Sindicato Obreiro Galego (SOG). Realizará Suso Seixo a referida oferenda, en
nome da "Comisión Organizadora dos actos do 50 aniversario",
conformada polas Fundación Moncho Reboiras, Terra e Tempo e Galiza Sempre.
E ás 13h, igualmente en Dodro procederase, na
Eira da Lavandeira, por parte do alcalde da localidade, á entrega á familia de
Reboiras Noia do título de fillo predilecto do Concello.
Moncho, legado combatente
Na nossa Pátria, o corpo furado de balas de
Moncho na Rua da Terra de Ferrolgrado serve permanentemente como firme esteio
para continuarmos a edificar novas infraestruturas insurretas.
Por JFKastro | 11/08/2026
Moncho Reboiras, Soldado da Pátria Socialista
Galega caído em combate, foi assassinado pola polícia espanhola enquanto
tentava cobrir a retirada dos seus camaradas de luita na Frente Militar da
Uniom do Povo Galego em Ferrol, aquela noite do 12 de agosto de 1975.
A Frente Militar da UPG nom foi umha anedota
derivada da repressom franquista nem um aparelho auxiliar para ter
multicopistas e DNI, senom que vai constituir umha aposta estratégica do
comunismo patriótico galego para garantir em toda a fases o sucesso na Luita
Revolucionária Nacional Libertadora, ao mesmo tempo que se consolida também e
paralelamente a frente de massas, (que nom ferramenta eleitoral), e uns
organismos setoriais de luita para enquadrar e defender as classes
trabalhadoras galegas do campo e da cidade, todo dentro dumha Assembleia
Nacional-Popular organizada no Portugal de Abril, como representante legítima
do nosso povo.
O germolo dum Governo Galego provisório
paralelo e contraposto da (i)legalidade franquista e monarcofranquista
espanhola e da farsa autoanémica caciquil e colonialista posterior.
Alguns e algumhas camaradas de Moncho na luita
clandestina armada ainda vivos, como Elvira Souto, Inácio Nuevo, Lois Ríos,
Marisa Vázquez, Xesús Sanxoás, Antom Árias Curto, podem dar cumprida fé disto
se o tiverem a bem. Igualmente, podem reivindicar o seu legado em boa parte
também junto a outros presos e represaliados políticos galegos de diferentes
estruturas e grupos da esquerda independentista nestes 50 anos de luita por
todos os meios possíveis em defesa da Independência e o Socialismo.
Militantes, aliás, que seguírom ou tentárom
seguir da melhor maneira possível com erros graves e com acertos notórios, isto
é lei de vida, o seu exemplo verdadeiro. Som eles, afinal, quem de maneira
conjunta partilhárom o seu legado combatente entom, enquanto muitos deles agora
podem e outros queremos continuar reivindicando com a nossa praxe quotidiana o
seu legado revolucionário e patriótico real em todos os campos e sem mistificar
nem arrombar o que nom convém por interesses for de indivíduos ou de capelinhas.
Este legado imortal foi por ele próprio
indicado no início do ‘Terra e Tempo’ especial de 1972 arredor da sangrenta
repressom contra o nosso povo trabalhador em Ferrol e no resto do país. Cá
expom cristalinamente como desafiarmos com eficácia os planos sinistros de Doma
Final até hoje da rebelde Galiza por parte do nosso colonizador secular e dos
estados maiores contrainsurgentes no imperialismo ocidental: «A necesidade que
o pobo ten de pasar a formas máis avanzadas de loita, chegando paulatinamente á
loita armada. Galiza necesita un destacamento armado que apoie cada un dos
movimentos e loitas de masas. Os obreiros do Ferrol non tiñan máis ca pedras,
nas maus. O enemigo ten pistolas, metralletas. E, si fora preciso, tanques
cañós e aviós. Hai que crear un exército clandestino que devolva ollo por ollo
e dente por dente a cada crime e a cada tortura. Si non se fai así os obreiros,
os traballadores, os estudantes, os nacionalistas e os demócratas non avanzarán
mais. A politización, a concienciación popular está chegando ao másimo. E
preciso agora que as masas se sintan protexidas e respaldadas nas súas loitas
por un destacamento armado dirixido politicamente polo Partido, e así continuar
hastra a vitoria. Bloque Nacional-Popular e un destacamento armado: eis dous
novos ouxetivos, necesarios na actual etapa da Revolución en Galiza sin acadar
os cales o traballo político de meses veriase paralizado».
Neste informe coordenado e dirigido polo
Camarada Mártir e Combatente Moncho Reboiras em 1972 após o massacre de
operários no Ferrol de março fica todo meridianamente claro para próprios e
alheios, para amigos e inimigos, para irmaos de armas e carrascos criminosos.
Igual do que defendiam Pertur e outros camaradas bascos na altura, e com os que
Moncho Reboiras se foi reunir presencialmente antes da sua queda, a vanguarda
independentista e marxista-leninista que ele encarnaria tinha clara a
estratégia político-militar, sempre vencelhada com as luitas das massas em
paralelo a umha ampla Frente Nacional Popular Libertadora, mais onde o liderado
comum estaria em maos do Partido Comunista Revolucionário Patriótico Galego.
Moncho Reboiras basicamente defendia pois o
mesmo esquema do que o seu aliado e interlocutor Eduardo Moreno Bergaretxe
Pertur em ETA pm com a Ponência Otsagabia, isto é o desdobramento tático mais
conexom estratégica entre todas as Frentes de luita com os seus métodos
dialeticamente combinados e, por suposto, sempre dentro do povo trabalhador,
com o povo trabalhador e para o povo trabalhador basco.
A 50 anos da sua trágica perda, reivindicamos
aqui junto ao nosso Moncho Reboiras, ele próprio vítima de agentes infiltrados
dos aparelhos repressivos do Estado como o infame El Lobo, a figura de Pertur,
o seu interlocutor e aliado na esquerda abertzale e dirigente de ETA pm
sequestrado e morto polos sicários do Império com apoio de infiltrados na
comunidade de refugiados bascos meridionais em Iparralde, a fantasma das mortes
de Moncho e Pertur, tam oportunas para destruir ETA pm e a Frente Militar da UPG,
continua decerto a mover-se nas sombras dos laboratórios repressivos de GLADIO,
onde tanto um entregado e abnegado jovem dirigente proletário galego nado onda
as beiras do Sar em 1950 quanto um grande, versátil e gorado líder inteletual
da esquerda independentista basca quase do seu mesmo tempo reclamam o justo
respeito e honra para a sua Memória Resistente.
Um Pertur a quem também grandes dirigentes
mártires posteriores da Resistência basca como o próprio Argala e Txomin Iturbe
defendérom e reivindicárom desde a rama dos «milis» sem entregar jamais nem as
armas precisas da teoria nem a praxe consequente das espingardas… Assim, até
1977 a UPG, PSAN(p) e ETA pm continuam com o seu acordo de ruptura e confronto
revolucionário frente ao «aggiornado» projeto monarcofranquista e mesmo no I
Congresso da UPG nom se nega totalmente a possibilidade ou pertinência da luita
armada na Galiza por mais que fique marginalizada já na prática polos novos
dirigentes pequenoburgueses, eleitoralistas e nacionalmente minimalistas: Uns
«coronéis» que ordenam, ironicamente ou nom, deixar os ferros nas gavetas.
Em Euskal Herria após assassinato de Pertur,
ulterior cisom dos Bereziak militaristas e deriva de ETApm cara o
liquidacionismo e estatutismo sob elementos como Bandrés, Onaindia, etc, e cara
Euskadiko Ezquerra e o PSOE de Mr X e CIA. Após assassinato de Argala em
dezembro de 1978 unicamente vai ficar até fim dos ’80 a tam poderosa quanto
prometedora simbiose de Txomin Iturbe no comando da clandestinidade fortalecida
e de Santi Brouard no projeto dos marxistas-leninistas bascos para liderar HASI
e KAS. A guerra suja do imperialismo vai também dar cabo desta última enxurrada
da Grande Estratégia Revolucionária desenhada e contrastada durante anos polos
setores mais lúcidos e capazes da vanguarda militante basca.
Na nossa Pátria, o corpo furado de balas de
Moncho na Rua da Terra de Ferrolgrado serve permanentemente como firme esteio
para continuarmos a edificar novas infraestruturas insurretas e do seu sangue
generoso abrolhará sementeira de resistir até vencer para escándalo de
acomodatícios, para escárnio dos traidores aos seus postulados, para preparar
outra ceifa de dignidade arredista e socialista galega contra os inimigos da
Pátria e da Humanidade, o fascismo colonial espanhol e seus amos e valedores na
OTAN, a City, o IV Reich europeio e o Poder Sionazista Global.


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