Avançar para o conteúdo principal

A OTAN ataca a União Europeia

 

Manlio Dinucci

Segundo o Wall Street Journal, a recessão que acaba de começar na União Europeia foi provocada pela sabotagem dos gasodutos Nord Stream.
Sendo isto imputável à Aliança Atlântica, deve-se concluir que a OTAN declarou guerra à União Europeia tal como preconizava o straussiano Paul Wolfowitz, em 1991.

«Uma equipe de sabotadores usou a Polónia como base operacional para fazer explodir os gasodutos Nord Stream que transportavam gás da Rússia para a Alemanha através do Mar Báltico» : foi o que apurou uma investigação oficial alemã, divulgada pelo The Wall Street Journal. Os investigadores alemães refizeram a rota no Mar Báltico do iate Andromeda, proveniente da Polónia, a bordo do qual eles encontraram vestígios de HMX, um explosivo militar para a demolição de infraestruturas submarinas. Assim se acrescenta um novo capítulo explosivo à investigação do jornalista norte-americano Seymour Hersh Comment l’Amérique a démoli la gazoduc Nord Stream (Como a América demoliu o gasoduto Nord Stream-ndT). Tudo está agora provado. Em Dezembro de 2021, uma força-tarefa - composta por oficiais da CIA, do Estado-Maior e do Departamento de Estado - é convocada à Casa Branca com a missão de sabotar o Nord Stream. Em Junho de 2022, durante o exercício da OTAN “Baltops”, barcos de patrulha norte-americanos e noruegueses, operando a partir do iate Andromeda, enviado da Polónia, colocaram as cargas de profundidade. Três meses depois, em 26 de Setembro de 2022, um avião P8 da Marinha norueguesa lançou uma bóia de sonar, cujo sinal detonou as cargas.

O Wall Street Journal definiu-o como «um dos maiores actos de sabotagem na Europa desde a Segunda Guerra Mundial». É um acto de guerra levado a cabo por três membros da Aliança Atlântica — Estados Unidos, Noruega e Polónia — contra a Alemanha, membro da OTAN, para impedir a União Europeia de importar gás russo a baixo custo. O Secretário de Estado, Anthony Blinken, qualificou o bloqueio do Nord Stream como «oportunidade extraordinária para eliminar de uma vez por todas a dependência da Europa da energia russa, uma enorme oportunidade estratégica para os anos vindouros» e sublinhou que «os Estados Unidos se tornaram o principal fornecedor de gás natural liquefeito à Europa». GNL, evidentemente, muito mais caro que o gás russo. Agora, chegam à conquista do mercado energético europeu a Exxon, Chevron e outras companhias EUA que «registaram lucros recordes graças à subida dos preços do petróleo». Devido ao preço crescente da energia — escreve o Wall Street Journal — «a Eurozona desliza para a recessão, porque a inflação faz cair o consumo, e a Europa está bloqueada pelo equivalente económico de um longo Covid».

Nesta União Europeia começou «o maior destacamento de Forças Aéreas na história da NATO» com o exercício Air Defender que se desenrola na Alemanha sob comando dos EUA.

Breve resumo da revista de imprensa internacional Grandangolo de 16 de Junho, Sexta-Feira, às 20h30, na televisão italiana Byoblu.

Manlio Dinucci

https://www.voltairenet.org/article219559.html

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Venezuela. A farsa do "Prêmio Nobel da Paz" continua: agora, ele é concedido à venezuelana de extrema direita, golpista e sionista, María Corina Machado

The Tidal Wave O Comitê Norueguês do Nobel, nomeado pelo Parlamento do Reino da Noruega, concedeu o Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado, a fervorosa líder de extrema direita que defendeu abertamente a intervenção militar estrangeira na Venezuela, apoiou inúmeras tentativas de golpe e é uma aliada declarada do projeto sionista, do regime de Netanyahu e de seu partido Likud. Sua indicação se soma a uma série de indicações ao "Prêmio Nobel da Paz" que mostram o perfil tendencioso e manipulador do prêmio, desde Henry Kissinger em 1973 (mesmo ano em que orquestrou o golpe de Estado no Chile), a Barack Obama, governante que promoveu uma série de intervenções militares e golpes de Estado em vários países (Honduras, Líbia, Síria, entre outros), ao representante da dinastia feudal lamaísta e financiado pela CIA "Dalai Lama", o "lavador de imagens" de empresas e lideranças nefastas Teresa de Calcutá, ou o ex-presidente de direita Juan Manuel Santos, ministr...

A última “pandemia” foi o teste – a próxima será aperfeiçoada

Por uncut-news.ch Como a COVID-19 se tornou o ponto de partida para o controle do comportamento digital Quando sociedades inteiras foram subitamente colocadas em estado de emergência na primavera de 2020, ocorreu mais do que apenas a suspensão temporária de direitos fundamentais. A chamada pandemia de coronavírus não foi apenas um evento médico, mas o maior experimento de campo em vigilância digital e controle de comportamento da história da humanidade. O que foi vendido na época como uma medida de emergência revelou-se, em retrospectiva, a criação de uma infraestrutura perfeitamente adequada não apenas para gerenciar futuras "pandemias", mas também para  controlá-las, direcioná-las e explorá-las . A crise passada foi o laboratório. A próxima será o resultado. Dados comportamentais em tempo real – a mina de ouro do poder Durante os lockdowns, o estilo de vida de bilhões de pessoas mudou radicalmente: distanciamento social, trabalho remoto, uso obrigatório de máscara...

O inevitável colapso do regime de Kiev: Lições de uma hegemonia em crise

O regime de Kiev enfrenta o colapso total assim que o Ocidente lucra com o seu sangue? Estas recentes declarações de Donald Trump Jr. no Fórum de Doha são apenas mais provocativas: primeiro ou primeiro sintoma visual de que o projecto ucraniano está arruinado alguns antes anos do seu próprio império. À medida que os Estados Unidos recalculam as suas prioridades, a Europa continua a financiar uma guerra perdida, apoiando um regime que Washington já não considera mais útil, devido a medidas de austeridade e dificuldades. Até quando? Por José Manuel Rivero       Como declarações de Donald Trump Jr. no Fórum de Doha, em 7 de dezembro de 2025, no são um mero incidente diplomático. Constituem um reconhecimento tácito, por parte de seguidores influentes do establishment americano, de uma realidade que as elites europeias relutam em admitir: o regime de Kiev está a sofrer um colapso simultâneo nas frentes militar e ideológica, ...